Rua Ernesto Barboza Roesch

Extensão: 70 metros
Bairro: Reunidas
Lei 498/1991

Ernesto Barboza Roesch nasceu no dia 20 de dezembro do ano de 1911, na cidade de Uruguaiana – RS, filho de Carlos Guilherme Roesch e de Maria da Glória Barboza Roesch.

Bacharelou-se em Direito e Ciências Jurídicas e Sociais em Porto Alegre em 1933, vindo em seguida para Caçador, como advogado do Sr. Domingos Sorgatto.

Chegando aqui, gostou do lugar e resolveu fixar residência e instalar seu escritório de advocacia. Nos primeiros tempos, ficou morando no Hotel Avenida, de propriedade do Sr. José Mossulin de Pais, a seguir mudou-se para a Rua José Boiteux, onde morou algum tempo. Dois anos depois, mandou buscar sua mãe, Dona Maria da Glória e foi morar na Travessa General Osório. Era casado com Dona Gladis Vargas Roesch e exercia a profissão de advogado na cidade de Caçador.

Há uma certa “lenda lisonjeira” em torno de seu nome, motivada pelo seu elevado saber jurídico, dizendo que “nunca perdeu uma causa”. Há relatos de que teria se deslocado para o Mato Grosso, na cidade de Aquidauana, onde defendeu causas jurídicas para Getúlio Vargas, enquanto presidente da República. Também há relatos de que foi advogado do 1º dissídio coletivo dos operários de Caçador, em que teria tido embates com o Dr. João Nogueira Ramos, em apelações para o Tribunal de Justiça de Florianópolis, Porto Alegre e o Supremo Tribunal (no Rio de Janeiro), tendo obtido o ganho de causa em todas as instâncias.

Em 1952, Dr. Ernesto Roesch abraça uma grande causa, a Chacina de Chapecó. Dois elementos incendiaram uma Igreja e foram presos. Cerca de 70 agricultores se reuniram e invadiram a Cadeia local, matando e queimando os dois bandidos. E os 70 agricultores foram presos. O Dr. Roesch foi contratado como advogado dos 70. Conta-se que, não havendo local para tamanho júri, este foi realizado em Porto União no Clube Concórdia, com duração de mais de 24 horas sem interrupção. Deslocaram-se repórteres de todo o Brasil para a sessão do júri, além de delegações de acadêmicos de Direito das faculdades de Florianópolis, Curitiba e Porto Alegre.

O resultado do júri teria sido uma grande atuação do Dr. Roesch, que provou e demonstrou a autoria da chacina, sendo o réu condenado a 25 anos de prisão e com a absolvição dos 70 agricultores.

Faleceu aos 14 de fevereiro de 1954, próximo à 01:00 hora da madrugada, vítima de morte violenta, por projétil de arma de fogo, disparado pelas costas, nas dependências do Clube Apolo. Considera-se que o assassinato tenha ocorrido por vingança em relação ao resultado do caso da chacina.

Seu filho, Heitor Vargas Barboza Roesch, nasceu 10 dias depois de sua morte.

Cerca de 3 meses antes de ser assassinado, Dr. Roesch havia recebido convite para assumir uma disciplina na Faculdade de Direito de Florianópolis.