Rua Emma Maffessoni

Extensão: 40 metros
Bairro: D.E.R.
Lei: 3316/2016


Emma Jacomini (sobrenome de solteira, transformado em Giacomini posteriormente) filha de José Giacomini e de Angelina Giacomini, nasceu em 16/12/1911 em Serafina Corrêa – RS, onde viveu até os 7 anos, depois, se mudou com a família para Guaporé-RS, cidade situada a 20 km de sua terra natal.

Em Guaporé conheceu Reynaldo Maffessoni, com quem se casaria em 1929. Segundo relatos, em 1927, mudou-se para Getúlio Vargas – RS com toda a família, uma vez que duas de suas irmãs, Dilecta (Nena) e Elvira haviam se casado com 2 irmãos de Reynaldo (Luis e Hermínio).

Lá em Getúlio Vargas, estabeleceram um comércio e começaram a vida. Em 1929, casaram, ou como dizia no jornal da época, “consorciaram-se em matrimônio” e tiveram 4 filhos, Siluá, Heraldo, Herlei (morreu com apenas 11 meses) e Silede.  Nessa época também, Emma e sua irmã Elvira, adotaram 2 meninas que haviam sido “abandonadas” pela família, Ines ficou com Emma, enquanto Dorvalina, a Dorva, acompanhou Elvira.

Em 1943, devido a vários problemas e mudanças que o país atravessava até mesmo em virtude da 2º guerra, a família resolveu mudar do RS e começar a vida em outro lugar. Foi aí, que chegaram a Caçador, onde novamente, constituíram um comércio de produtos agrícolas e ferramentas em geral para uso na agricultura. Emma e suas irmãs, revezavam-se em atender a loja e cuidar da já numerosa prole da família.

O negócio foi crescendo e viu-se a necessidade da construção de um Moinho para atender a crescente demanda da região que estava se desenvolvendo rapidamente.

No final de 1949, nasceu Suelena, quinta e última filha do casal. Enquanto Reynaldo e seus irmãos, filhos e sobrinhos iam tocando os negócios, Emma e suas irmãs se encarregavam de cuidar da casa e tudo mais.

Em 1953 uma grande tragédia; um incêndio destruiu praticamente todo o moinho, dando uma freada nos negócios e causando evidentemente, um colapso financeiro no grupo. Influente na região e muito bem relacionado até com políticos da época, Reynaldo iniciou a reconstrução do moinho e as coisas começaram a melhorar novamente.

Reynaldo, já condecorado com o título de “Cidadão Honorário” de Caçador, faleceu em 1965, vitimado por um câncer de próstata e suas complicações. Com isso, Emma, que sempre morou em um dos apartamentos do Edifício Maffessoni, juntamente com Heraldo e os filhos de Hermínio (Edith e Eddio) passaram a administrar o negócio.

Com o passar do tempo, os sobrinhos, o genro Alcides (casado com Siluá) começaram a ditar os rumos dos negócios. O Grupo foi dividido, ficando de um lado a S/A Maffessoni (Família de Hermínio) e de outro o Myatã (família de Reynaldo). O combinado foi que, nas cidades onde houvesse um mercado da rede Maffessoni, não poderia ter um Myatã, para evitar a concorrência.

Com a morte de Eddio (presidente da empresa), a S/A Maffessoni entrou em crise vindo a decretar falência.

Já o Grupo Myatã, teve também suas épocas de crise, chegando até mesmo a entrar em concordata, mas conseguiu sair e hoje possui 11 lojas no estado de SC.

Em meados dos anos 1980, Emma se mudou do Edifício Maffessoni para um novo apartamento na mesma Rua Anita Garibaldi, onde viveu até os 103 anos, falecendo em 15 de janeiro de 2015.

Emma Maffessoni foi agraciada com o título de “Destaque Caçadorense” pela Câmara Municipal no ano de 2010.

(adaptado de texto de sua família)