Extensão: 800 metros
Bairro: Gioppo
Lei 905/1995
Emília Gioppo Brasil, nascida
aos 07 de dezembro de 1913, em União da Vitória – PR, filha dos imigrantes
italianos e desbravadores caçadorenses José Gioppo e Margarida Carreta Gioppo.
Veio para Caçador ainda criança,
com sua família, morando no atual bairro Gioppo.
Casou-se com Pedro da Silva
Brasil em 08/09/1934, com quem teve nove filhos: Sueli, Margarida, Nelci,
Irene, Arnaldo, Zilda, Maria Raquel, Maria Lúcia e Paulo César.
Emília traduziu-se em exemplo
dignificante, como pessoa, esposa e mãe.
Emília Gioppo Brasil faleceu
em 10 de agosto de 1987, aos 73 anos de idade, vítima de infarto agudo do
miocárdio.
Outro exemplo da prática,
especialmente percebida neste ano de 1995, de alteração de nomes de vias públicas,
alterando a antiga “Rua Iracema”, para o nome de “Rua Emília Gioppo Brasil”.
Longe de fazer um indevido
julgamento do mérito dos homenageados, mais do que merecedores desta singela
forma de reconhecimento de seus préstimos à cidade e à comunidade caçadorense, pode-se
observar que a alteração de nomes de logradouros públicos é uma prática que
altera mais do que apenas o nome, mas todo o histórico e contexto da cidade.
A Rua Iracema não homenageava
ninguém em particular, pois o nome com origem na língua tupi, significa “saída
de mel, saída de abelhas”, e que ficou famoso após 1865, com o romance de José
de Alencar, intitulado originalmente como “Iracema – Lenda do Ceará”. Na obra,
o escritor explica que Iracema significaria na língua tupi “lábios de mel”,
explicação incorreta para os filólogos, no entanto a explicação foi adotada
como verdadeira, derivando daí o conhecido “Iracema – A Virgem dos Lábios de
Mel”.
Tratava-se apenas de uma
consonância com diversas outras vias da região, todas com nomes indígenas, nomeadas
originalmente através de uma lei de 1967. De qualquer forma, uma alteração do
contexto em que estas ruas estão inseridas.